Conversões ainda são assunto sensível na Índia

Mudar de religião é um assunto sensível na Índia. Conversões ao cristianismo são bastante suspeitas entre a maioria hindu, pois acreditam que as mesmas são obtidas por meio de promessas de dinheiro ou algum outro incentivo não espiritual. Desde a eleição do governo nacionalista hindu de Modi, em 2014, muitos novos cristãos são reunidos em “recepções”, cerimônias destinadas para “reconvertê-los” ao hinduísmo.

Em uma entrevista em junho com o portal The Print, com base em Nova Délhi, o membro do gabinete do primeiro-ministro, Pratap Chandra Sarangi foi diretamente confrontado com a questão: “Qual sua visão sobre conversão?”, perguntou o repórter Moushumi Das Gupta.

“Conversões ocorrem em todas as partes do país por fraude, força ou sedução. Isso é ilegal e sujeito a punição pela lei. Supondo que alguém ajude uma garota em uma faculdade de medicina ou engenharia e deseje se aproveitar dela fisicamente. Isso seria tratado como um crime, um ato desumano. Da mesma forma, se alguém quer converter ou explorar a crença de alguém oferecendo algum serviço ou dinheiro, então isso também deve ser tratado como um crime – um crime contra a natureza, um crime contra a humanidade”, respondeu Sarangi.

Campanha Global Índia
Por opiniões como a de Sarangi, os novos convertidos são muito perseguidos no país. Como consequência disso, os cristãos geralmente lidam também com diversos tipos de necessidade. Para isso, enviamos equipes de resposta rápida – formadas por voluntários – que oferecem alimentos, itens de necessidade básica, ajuda na renda e assistência jurídica. Com uma doação você patrocina uma equipe de resposta rápida por cerca de um mês.

A Índia é a 10ª colocada na Lista Mundial da Perseguição 2019 e o principal tipo de perseguição no país é o nacionalismo religioso. A população é de 1,35 bilhão de pessoas, das quais 72,5% são hindus, 14,4% muçulmanos, 4,8% cristãos e 3,8% acreditam em religiões étnicas.

 

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