Celulite: conheça os tipos, causas e tratamentos disponíveis

Se você é mulher, sabe o que é celulite. Ela pode aparecer em qualquer lugar do nosso corpo, mas é ainda mais comum nas pernas e no bumbum.

A ocorrência de celulite é mais comum em mulheres do que em homens, devido a fatores fisiológicos e hormonais. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, oito em cada dez mulheres apresentam algum grau de celulite.

Classificações da celulite

IMAGEM: DICAS DE MULHER

A celulite pode ser classificada quanto à sua evolução e quanto ao seu aspecto.

Quanto à sua evolução, ela é classificada em graus:

  • Grau I: não visível e não palpável. Apenas alterações histopatológicas iniciais.
  • Grau II: não visível e palpável pelo pinçamento digital, onde se observa o aspecto da pele em casca de laranja. Pele pálida, fria e com elasticidade diminuída.
  • Grau III: visível e palpável.
  • Grau IV: nódulos maiores, visíveis, mais palpáveis, aderidos a planos profundos e muito dolorosos.

Também pode ser classificada quanto à consistência da pele:

 

  • Dura: pacientes jovens, com atividade física regular, o aspecto de casca de laranja só aparece se comprimirmos com os dedos.
  • Flácida: sedentários e mulheres que perderam muito peso, levando à flacidez.
  • Edematosa: mulheres jovens que tomam anticoncepcionais. O sinal da casca de laranja e o edema é precoce.
  • Mista: representa a evolução de uma forma antiga para outra. Pode haver celulite endurecida na face externa da coxa e já ter a forma flácida na face interna

Causas

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De acordo com o médico Marcos Vieira, celulite é um termo impróprio descrito por um médico francês em 1920 e utilizado até hoje. “Ela é uma afecção da pele que, embora tenha o sufixo ‘ite’ no final, que quer dizer inflamação, é uma patologia não inflamatória que envolve o sistema circulatório, comprometendo o tecido adiposo e a derme, causando modificações na textura e aspecto da pele da região envolvida, dando o famoso aspecto de casca de laranja.” O nome usado na medicina é Paniculopatia Edematofibroesclerótica (PEFE).

Há diversas causas para a celulite. O excesso de peso pode ser determinante para o desenvolvimento da celulite, mas mulheres magras também podem ter. Isso ocorre porque pode haver um desequilíbrio entre a quantidade de gordura e a massa muscular.

Entre as principais causas da celulite estão:

  • Fatores genéticos
  • Obesidade
  • Distúrbios circulatórios
  • Fatores hormonais: está relacionado ao estrogênio, que atua em todas as fases da formação da celulite
  • Sedentarismo
  • Gravidez
  • Disfunções intestinais
  • Alimentação: excesso de açúcar, sal e álcool
  • Tabagismo
  • Medicamentos: anticoncepcionais, terapia de reposição hormonal, corticosteroides e betabloqueadores

Fatores de risco

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Alguns fatores podem ser determinantes para o aparecimento da celulite. Isso significa que, se você puder evitar ou amenizá-los, as chances de aparecer ou agravar a celulite são menores.

Os fatores que influenciam o surgimento e desenvolvimento da celulite, segundo Vieira, são:

  • Sedentarismo
  • Anticoncepcionais ou hormônios
  • Tabagismo
  • Roupas apertadas que comprometem a circulação

Sintomas

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Normalmente, a celulite não apresenta sintomas além do aspecto visível na pele. A pele com celulite fica com aspecto de casca de laranja, com covinhas. Em graus mais avançados, a pele parece acidentada, com picos e vales.

“Os sintomas, no início, estão relacionados com os de má circulação, percebendo alguma retenção de líquido e com a evolução ela pode formar nódulos dolorosos”, cita Vieira.

Tratamento

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Vieira destaca que existem várias opções terapêuticas para tratar a celulite, desde medicação oral, até massagens e drenagens linfáticas, assim como aplicação de fármacos no local, carboxiterapia, bioestimuladores do colágeno para melhorar o aspecto da pele, laser, entre outros. “Mas o importante é ser examinada para saber qual o melhor tratamento para cada caso.”, sugere.

Conheça alguns tratamentos:

  • Drenagem linfática: indicada para casos iniciais, é uma massagem que estimula a eliminação de líquidos e toxinas do corpo.
  • Massagem modeladora: atua sobre o sistema linfático e sobre as placas de gordura. Tem seus efeitos potencializados quando combinada com laser, ultrassom ou criolipólise.
  • Creme anticelulite: podem melhorar a microcirculação e estimular a produção de colágeno.
  • Endermologia: utiliza-se um aparelho que promove a drenagem linfática. Indicada nos casos moderados a graves.
  • Radiofrequência: muito eficaz, o aparelho utiliza uma radiação eletromagnética de alta frequência que faz com que as moléculas de água se agitem e aumentem a temperatura, reestruturando o tecido.
  • Mesoterapia: é a utilização de um coquetel de medicamentos para diminuir a gordura local, indicado por um dermatologista.
  • Cirurgia a laser: são feitas duas incisões no local por onde são inseridas cânulas com a fibra ótica do aparelho. Em seguida é aplicado o laser, destruindo a gordura localizada.
  • Carboxiterapia: consiste na injeção de dióxido de carbono, melhorando a circulação e oxigenando os tecidos.
  • Ultrassom: o ultrassom estético lipolítico modifica ligações intercelulares e aumenta a permeabilidade da membrana celular.
  • Criolipólise: o aparelho é colocado na superfície da pele, congelando as células de gordura, que se rompem.
  • Lipocavitação: a energia ultrassônica emitida pelo ultrassom gera bolhas dentro das células de gordura, que se agitam e se rompem.

Mesmo que você faça um ou diversos tratamentos para combater a celulite, os hábitos de vida saudáveis são a melhor maneira de se conviver com ela – e ajudar a combatê-la.

“Uma dieta equilibrada associada à atividade física e usos de meias elásticas, se for ficar muitas horas de pé, podem prevenir o aparecimento”, cita Vieira.

 

Lia Nara