Adolescente suspeita de negociar celulares roubados participava de 30 grupos de venda na web

Adolescente de 17 anos foi apreendida na última sexta-feira (8) após anunciar a venda de um aparelho que havia sido roubado horas antes. Delegado orienta consumidores sobre compra nas redes sociais.

A adolescente de 17 anos que foi apreendida na última sexta-feira (8) suspeita de negociar celulares roubados, fazia parte de pelo menos 30 grupos de troca e venda de produtos, na internet. Na casa dela, policiais encontraram drogas e vários telefones que tinham sido roubados. A mãe também foi presa.

A polícia chegou até a menor depois que uma das vítimas viu o próprio celular sendo vendido na internet, poucas horas depois do cirme, quando os suspeitos do assalto estavam presos na delegacia.

No anúncio, a vendedora pedia R$ 350 no aparelho. “Vi meu telefone à venda. O anúncio publicado após duas horas, três horas do furto. Notei que era o meu celular por causa de uns detalhes. Um quebradinho que tinha do lado”. A mulher, que preferiu não se identificar, foi assaltada num ponto de ônibus, em Palmas.

Celular de vítima estava sendo vendido nas redes sociais horas depois do roubo em Palmas (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Celular de vítima estava sendo vendido nas redes sociais horas depois do roubo em Palmas (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

A polícia rastreou a vendedora, combinou a compra do aparelho e fez o flagrante. A menor foi apreendida no momento em que venderia o celular. A polícia descobriu também que um grupo roubava os aparelhos e entregava para a adolescente em troca de drogas. Na casa dela, foram apreendidas cocaína e maconha.

Segundo o delegado Evaldo Gomes, quem compra nesse tipo de página da internet, sem nota fiscal, contribui para o aumento desses crimes. Este ano, mais de 100 celulares roubados foram recuperados na capital.

“Nós temos exemplos de pessoas que se especializaram na aquisição e compra desses produtos via redes sociais. A dica é sempre desconfie e depois peça a nota fiscal e cheque os dados que constam na nota fiscal daquela pessoa. Isso já diminui as possibilidades de se demonstrar uma aquisição de má-fé”, explicou.

Com informações TV Anhanguera