Profissionais do Savis participam de treinamento no Hospital Dona Regina

O Serviço de Atenção Especializada a Pessoas em Situação de Violência Sexual (Savis) começou nesta segunda-feira, 23, agenda dos cinco treinamentos previstos para 2018.

O primeiro treinamento acontece de 23 a 26 de abril, no auditório do Hospital e Maternidade Dona Regina (HDMR) e é direcionado aos profissionais que atuam no Savis, médicos, assistentes sociais, psicólogos, enfermeiros.

A coordenadora do Savis no HMDR, Zelma Moreira, explica que o curso faz parte do protocolo de aperfeiçoamento dos profissionais do serviço no Hospital que é considerado referência para o Estado no tratamento de pessoas que sofrem violência sexual. “É muito importante investir na preparação dos profissionais que atuam diretamente com pacientes que sofram traumas e abusos sexuais. Para que possam reconhecer os sinais e sintomas de pessoas que passam ou passaram por esse tipo de problema”, justifica a coordenadora do Savis que se dedica ao Serviço desde 2001, quando foi criado.

Ela reforça que o atendimento precisa ser feito em até 72h, e na maioria das vezes, a vítima não tem esse conhecimento e acaba procurando atendimento tardio. “Ocorrida a violência, é importante que a pessoa saiba que é necessário procurar atendimento o mais rápido possível para evitar doenças ou mesmo gravidez. Toda nossa equipe de multiprofissionais está preparada para receber essas  pessoas, que além de doenças físicas, trazem traumas na alma”.

A coordenadora de implantação do Savis em Augustinópolis, Thays Lemos, uma das participantes do curso, afirma que é uma oportunidade para desenvolver um novo olhar para o atendimento de pessoas vítimas de violência sexual. “Estamos em processo de instalação do serviço em Augustinópolis e somos referência para 23 municípios do Bico do Papagaio. Esperamos oferecer um espaço acolhedor, humanizado, digno de receber pessoas que chegam até nós de forma fragilizada. Precisamos nos reportar ao conhecimento e às técnicas e fazer essa junção do que é técnico ao que é humano”, disse Thays.

Já o pediatra do Savis no HMDR, Carlos Alexandre, participa do curso pela segunda vez, agora, como facilitador. “É como ter um novo olhar sob um problema antigo, um olhar que busque solução. No curso,trazemos  à luz a anormalidade que é ser violentada e a expectativa de uma vida normal apesar do trauma. Como médico, trabalhar no Savis significa ver resultado no trabalho e tempo de estudo investido. É ver uma vida sendo salva, de devolver a ela o sentido de uma vida plena, apesar da violência, um olhar de esperança”.

Ao final do curso, que tem duração de 30 horas, os participantes recebem certificado emitido pela Escola Tocantinense do Sus (Etsus).