Dia da Mulher: um retrato global da vida delas em 2018

No Dia Internacional da Mulher, dados de organizações internacionais pintam um retrato sombrio da situação da população feminina mundo afora

Em pleno Dia Internacional da Mulher, 8 de março, dados compilados por organizações internacionais como Organização das Nações Unidas e Organização Mundial da saúde pintam um retrato sombrio sobre a situação global das mulheres atualmente e mostram que há pouco a ser comemorado no contexto internacional.Elas representam 49,5% da população mundial, segundo o Banco Mundial, e 70% delas será vítima de violência em algum momento da vida. Embora a violência, especialmente a perpetrada por parceiros, seja um tema urgente, os obstáculos enfrentados por mulheres e meninas invadem outras áreas da vida, como a educação e a saúde.

Abaixo, reuni alguns dados que mostram esse panorama.

Violência

Mulheres entre 15 e 44 anos estão mais sujeitas ao estupro e violência doméstica do que ao câncer e à guerra.

38% dos homicídios de mulheres são cometidos por parceiros.

Na Suíça, 22,3% das mulheres já sofreram com violência sexual.

Na República Democrática do Congo, assolado por conflitos armados, 1.100 estupros são registrados por mês.

140 milhões de mulheres e meninas foram vítimas de mutilação genital.

80% das pessoas vítimas de tráfico humano são do sexo feminino.

Educação

62 milhões de meninas não tem acesso à educação.

Há 799 milhões de analfabetos no mundo. 2/3 deles são mulheres.

Se todas as mulheres da África Subsaariana tivessem ensino médio, casos de casamento infantil cairiam em 64%.

Saúde

A expectativa de vida das mulheres é de mais de 80 anos em 46 países. Na África, essa expectativa cai para 58 anos

Doenças cardiovasculares são a principal causa de morte de mulheres no mundo.

Todos os anos, cerca de 300 mil mulheres morrem durante o parto. 99% dos casos estão em países em desenvolvimento.

Há 36,7 milhões de pessoas vivendo com HIV. 19,4 milhões delas estão na África Oriental e Austral e 59% dessas pessoas são mulheres e meninas.

Por Gabriela Ruic, São Paulo