Valor bruto da produção agropecuária tocantinense deve crescer 14,25% em 2017, aponta Ministério da Agricultura

Índice apura números das produções de lavoura e da pecuária. No caso do Tocantins, o salto maior foi nas lavouras que em 2016 registrou R$ 3,33 bilhões e para este ano a estimativa é de R$ 4,12 bilhões (23,7% maior). Na produção pecuária, a estimativa para 2017 é de R$ 2,47 bilhões.

O valor bruto da produção agropecuária (VBP) do Tocantins estimado para o ano de 2017 é de R$ 6,5 bilhões, o equivalente a 14,25% a mais que ano passado quando o VBP foi pouco mais de R$ 5,7 bilhões. Os dados foram divulgados na última semana pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura (Mapa). O montante foi calculado a partir de dados de safras de março deste ano e refere-se ao faturamento dentro das propriedades rurais.

O índice apura os números das produções de lavoura e da pecuária. No caso do Tocantins, o salto maior foi nas lavouras que em 2016 registrou R$ 3,33 bilhões e para este ano a estimativa é de R$ 4,12 bilhões, ou seja, 23,7% maior. Já na produção pecuária, a estimativa para 2017 é de R$ 2,47 bilhões, apenas 1,3% a mais que 2016 que foi de R$ 2,44 bilhões.

Entre os estados do Matopiba, o Piauí teve o melhor desempenho no VBP com quase 159% de aumento, saltando de R$ 1,89 bilhão para R$ 4,89 bilhões. Seguido do Maranhão com desempenho 46% maior que 2016 quando obteve VBP de R$ 5,16 bilhões e agora registra R$ 7,55 bilhões. A Bahia foi a que menos cresceu saindo de R$ 20,22 bilhões em 2016 para R$ 22,1 bilhões este ano, ou seja, 9,3% a mais.

VBP NACIONAL

Em nível nacional, o valor bruto da produção agropecuária de 2017 é estimado em R$ 550,4 bilhões, representando acréscimo de 4,2% sobre os R$ 528,3 bilhões de 2016. De acordo com a SPA, um dos principais fatores para a expansão da VBP é o aumento da produtividade das lavouras – especialmente as algodão, milho e soja.

Segundo os números da SPA, as lavouras tiveram aumento de 8,7%, somando R$ 370,9 bilhões. Já a pecuária teve redução de 2,5%, ficando em R$ 179,5 bilhões.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), acrescenta, prevê uma safra de 227,9 milhões de toneladas, com acréscimo de 20% na produtiva. Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) projeta uma produção de 230,3 milhões de toneladas, com crescimento de 29,1% no rendimento das culturas.

MELHOR DESEMPENHO

Nas lavouras, os produtos que apresentaram melhor desempenho são algodão, com aumento real do VBP de 11,8 %; amendoim, 15,8 %; arroz, 20,7%; feijão, 37,4 %; fumo, 25,1 %; milho, 39,7 %; soja, 9,6 %, e uva, 34,8%. Na pecuária, os destaques são para suínos, 2,8%; leite, 5,9 %; e ovos, 8,8%.

Já os produtos com maiores reduções de valores reais da safra deste ano são a cebola (-53,6 %), laranja (-9,4 %), mamona (-41,7 %), tomate (-32,4 %), trigo (-34,8 %) e maçã (11,0 %). Neste grupo, quedas de preços têm sido o principal fator a contribuir para a redução de valor. Na pecuária, valores mais baixos do que em 2016 são observados em bovinos e frangos.

No ranking regional do VPB, o Sul continua liderando, com R$ 156,0 bilhões. A seguir, vem o Cento–Oeste, com R$ 153,0 bilhões; o Sudeste, com R$ 142,0 bilhões; o Nordeste, com R$ 51,5 bilhões; e Norte, com R$ 33,0 bilhões.

(N.A com informações do Mapa)