HG de Palmas qualifica profissionais do pronto-socorro e fortalece atendimento

O Hospital Geral de Palmas (HGP) recebe diariamente pacientes de todas as cidades do Tocantins e de estados vizinhos que buscam atendimento na unidade. Só em 2016, o hospital registrou 91.545 atendimentos. Destes, 12.869 com internações e 29.758 atendimentos de urgência/emergência. Já em janeiro deste ano, foram contabilizados 7.150 atendimentos, sendo 1.163 internações e 2.337 atendimentos de urgência/emergência.

Sabendo da grande demanda e para melhor atender os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), o HGP qualificou profissionais de diversas áreas do pronto-socorro. O treinamento abordou o acolhimento, tendo em vista que a Classificação de Risco é primeiro atendimento do paciente na unidade, que agora conta com a atuação de um profissional médico.

A responsável pelo Setor de Humanização do HGP, Goiamara Borges, explicou que antes era o enfermeiro quem fazia a classificação de risco e apontava qual o grau de urgência do atendimento, agora um médico faz esse papel. “Esta qualificação teve o intuito de reorganizar o fluxo de atendimento no pronto-socorro e melhorar a resolutividade do atendimento. Além disso, a mudança na Classificação de Risco já promove melhorias no processo de trabalho, uma vez que o médico tem autonomia para avaliar se o paciente pode ser atendido em uma Unidade de Saúde de menor complexidade, contribuindo para reduzir a demanda de pacientes que ficam internados no HGP”, afirmou.

Para a enfermeira da Sala Vermelha, Jânia Oliveira, é muito relevante discutir o  Acolhimento juntamente com a equipe, entendendo que esse processo e a Classificação de Risco são uma grande responsabilidade no atendimento ao paciente, esclarecendo dúvidas e humanizando o processo de trabalho. “Isso reflete muito na qualidade da assistência do serviço que nós temos aqui no hospital”, salientou.

Sala de Acolhimento e Classificação de RiscoUsuários do SUS contam com atendimento humanizado no HGP

A Sala de Acolhimento e Classificação de Risco, segundo o diretor-geral do HGP, Daniel Hiramatsu, é fundamental para diminuir a quantidade de pacientes que dão entrada no hospital. Desde agosto de 2016, a unidade dispõe de médicos no Setor de Acolhimento. “Nossos principais objetivos são diminuir as internações desnecessárias e buscar melhorias com a participação de toda a equipe que trabalha no hospital, focando sempre no bem-estar do paciente”, destacou.

Como funciona?

Hoje, o paciente que chega ao HGP dá entrada no pronto-socorro, sendo direcionado à Sala do Acolhimento e Classificação de Risco, onde um médico de plantão faz a avaliação. Antes, esse atendimento era feito pelo enfermeiro.

A coordenadora de enfermagem do pronto-socorro, Karla Luz, explica que o médico, além de ser um profissional habilitado para realizar a classificação, pode também encaminhar o paciente para outros serviços de saúde. “Os pacientes classificados como verdes e azuis já podem ser  inseridos na rede de saúde, colocados no ponto de atenção específico, como nas Unidades Básicas de Saúde [UBS], ambulatório e até encaminhamento para outros municípios. O médico preencherá o termo de contrarreferência e encaminhará ao setor de serviço social, que fará os contatos necessários ao atendimento do paciente”, explicou.

Já os pacientes classificados como vermelho ou laranja entram direto pela sala vermelha e os pacientes classificados na cor amarela são atendidos nos consultórios do pronto-socorro.

 

Luciana Barros – Saúde/TO