Receita do setor de serviços cresce mesmo com queda em atividades

O volume de negócios do setor de serviços caiu 3,5% em 2016 no , mas mesmo assim o setor acumulou alta de 1% na receita, que é tudo o que as empresas faturaram ao longo do ano. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IGBE). O resultado é o pior da série histórica do estado que começou a ser divulgada em 2013. O setor abrange áreas como transportes, hospedagens, comunicações e serviços financeiros.

O IBGE explicou que esse mercado é volátil porque depende da demanda dos outros setores. Se a indústria vai mal, por exemplo, ela vai demandar menos transporte, já que produziu menos produtos e precisa mover menos mercadoria de um local para o outro. A mesma lógica vale para a agricultura, que lidera a participação do Produto Interno Bruto (PIB) do estado.

O IBGE passou a separar os resultados por volume e receita em 2015. Antes apenas os resultados para receita eram divulgados. Já em 2015 o Tocantins teve uma leve queda de 0,1% no volume, mas uma alta mais expressiva, de 3,2%, na receita. Em 2013 o Tocantins foi incluído entre os estados que eram analisados pelos indicadores e teve o melhor resultado da série até agora, 13% de alta na receita. O estado acompanhou uma tendência nacional. O país registrou uma queda de 5% no setor de serviços no ano.

O resultado foi puxado pelo setor de transportes, que despencou 7,6%. Já para a receita a queda foi bem mais tímida, de 0,1%. Confira os dados da série histórica no Tocantins: 2016 – Queda de 3,5% no volume de negócios e alta de 1% na receita 2015 – Queda de 0,1% no volume de negócios e alta de 3,2% na receita 2014 – Alta de 5,1% na receita, não foi divulgada a variação no volume de negócios 2013 – Alta de 13% na receita, não foi divulgada a variação no volume de negócios Recessão chegou O setor de serviços não foi o único que teve resultados ruins em 2016. A baixa produção agrícola, resultado das chuvas irregulares no começo do ano, fez no mesmo período.

O resultado foi o pior em cinco anos. No aeroporto de Palmas e queda também foi sentida. , com cerca de 26 mil passageiros a menos que em 2015. O economista Waldecy Rodrigues disse que o dado era sinal claro da chegada da recessão no estado e que isso foi causado pela diminuição no consumo.

 

G1/TO