Após acordo de produtores com MPE, grupo de especialistas fará primeiro teste para controle da vazão de bombas no Rio Formoso

Foi desenvolvida tecnologia capaz de medir com precisão o volume de água captado no rio, a fim de planejar ações de preservação do afluente.

Apresentação do estudo feito por especialistas que atuarão no Rio Formoso (foto: Divulgação)

Um grupo de especialistas contratado por produtores rurais fará neste sábado, dia 18, o primeiro teste nos equipamentos que irão medir a vazão das bombas de captação de água do Rio Formoso no Sudoeste do Tocantins. A iniciativa é fruto de acordo entre produtores e o Ministério Público, com o objetivo de preservar o Rio Formoso e manter os níveis de produção agrícola na região. O projeto está sendo desenvolvido pelo Instituto de Atenção às Cidades, ligado à Universidade Federal do Tocantins com os custos bancados pela Associação dos Produtores Rurais do Sudoeste do Tocantins.

Depois da grave crise hídrica que afetou o Rio Formoso e seus afluentes em 2016, deixando o rio em níveis críticos, agravada pela captação de água para irrigação por inundação na região, iniciaram-se os estudos para o desenvolvimento de uma tecnologia capaz de medir com precisão o volume de água captado no Rio, a fim de planejar ações de preservação do afluente. “Este é um projeto inédito no mundo e é o ponto de partida para assegurar a vazão do Rio, permitindo o uso sustentável e mais racional de suas águas sem prejuízo à exuberante fauna e flora existentes ao seu redor”, explicou Felipe Azevedo Marques, doutor em Engenharia Agrícola, especialista em Hidrologia e coordenador do projeto.

Felipe acrescenta que o projeto consiste na instalação de medidores ultrassônicos nas propriedades capazes de medir e transmitir informações em tempo real via rede telefônica 2G para órgãos de controle, universidades e para os produtores, a fim de garantir um planejamento eficaz da vazão e sua rigorosa fiscalização. “Tudo isso precedido e sucedido de muitos estudos e diagnósticos que serão ferramentas indispensáveis na elaboração de novas estratégias de preservação de toda a Bacia do Rio Formoso composta por cursos d´água importantes como o Rio Urubu entre outros.

Depois de diagnósticos sobre a disponibilidade hídrica dos rios da bacia e o diagnóstico da demanda dos usuários será desenvolvido um sistema de informações para o monitoramento contínuo das águas através de um sistema automatizado com medidores hidrostáticos e ultrassônicos, ambos com sinal analógico e de altíssima precisão. “Esse sistema permitirá aos empresários rurais e aos agentes públicos e comitês de bacias, monitorarem em tempo real a situação dos recursos hídricos, planejar com antecedência a gestão dos usos múltiplos e garantir a segurança hídrica ao desenvolvimento, reduzindo significativamente as certezas e o risco associado à seca do Rio Formoso.”, garante Felipe.

TESTE DA VAZÃO

Técnicos do Instituto de Atenção às Cidades e das empresas fornecedores dos medidores já estão na região da Lagoa da Confusão preparando os equipamentos para o primeiro teste que será realizado com a presença de produtores rurais, jornalistas e autoridades. O experimento será na propriedade do produtor Victor Rodrigues da Costa, no município da Lagoa da Confusão. “Até março já teremos os primeiros resultados para apresentar aos produtores e ao Ministério com previsão de apresentação de resultados mais conclusivos até junho”, conclui Felipe.

 

Hellen Flôr – Norteagropecuario