Governo estima que Valor da Produção Agropecuária deve crescer 2,9% e fechar ano com valor de R$ 545,9 bilhões

As lavouras representam 66,8% do VBP, e a pecuária, 33,2%, aponta Mapa

Expectativas favoráveis em relação à safra de grãos deste ano, estimada em 219,1 milhões de toneladas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), e ao aumento da produtividade são as principais razões para o prognóstico favorável do faturamento da agropecuária em 2017. Esse resultado, e não os preços, deve determinar o resultado neste ano. Desse modo, o Valor Bruto da Produção (VBP) esperado é de R$ 545,9 bilhões, superior ao do ano passado, que foi de R$ 530 bilhões. O aumento real, portanto, é de 2,9%.

A estimativa, referente ao mês de janeiro, foi divulgada nesta segunda-feira (13) pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“O aumento previsto para a produção de milho, soja, arroz, algodão e feijão, é a principal fonte desse crescimento da renda da agricultura em 2017”, assinala o coordenador-geral de Estudos e Análises da SPA, José Garcia Gasques.

As lavouras representam 66,8% do VBP, e a pecuária, 33,2%. Em relação a 2016, as lavouras tiveram crescimento real no valor de 5,6%, e a pecuária decréscimo de 2,2%.

Entre os produtos para os quais se espera bom desempenho do VBP, podem ser citados o algodão herbáceo com aumento real de 14,9%; amendoim, 25,9%; banana, 16,5%; feijão, 38%; milho, 33%; fumo, 22,2%; soja, 5,7%; e uva, 30,3%. Na pecuária, o melhor desempenho vem sendo observado em carne suína, leite e ovos. Esses produtos vêm tendo melhora nos preços neste ano.

Entre os produtos que não apresentam previsão favorável podem ser mencionados a batata inglesa, com redução de 28,7%, no valor da produção, cebola (- 53,1%), laranja (-8,9%), café (-9,6%), pimenta-do-reino (-12,9%), tomate (-35,5%) e trigo (-37,9%). Especialmente cebola, tomate e trigo, têm decréscimo no valor da produção atribuída à queda de preços. Na pecuária, a maior queda de valor vem ocorrendo na carne de frango (-9,9%), e em carne bovina, -2,3 %.

Os resultados regionais mostram recuperação de estados do Nordeste, que no ano passado tiveram fortes perdas devido às secas que afetaram principalmente áreas de Cerrado do Piauí e da Bahia. Neste ano, as previsões de colheita de soja, algodão, milho e feijão são boas nesses estados. As regiões Sul e Centro-Oeste lideram o faturamento esperado, sendo o Sul com R$ 154,2 bilhões, Centro-Oeste, R$ 150,2 bilhões. Em seguida, Sudeste, R$ 143,4 bilhões, e Nordeste, R$ 52,4 bilhões, e Norte, R$ 32 bilhões.

 

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